Assunto difícil, a certeza ou a dúvida, inda mais quando junta política. No entanto, e já que todas as nossas relações sociais são políticas, precisamos saber lidar, né isso? Falo de política, a nossa política Quixeloense, daquele mesmo jeito que sabemos, a velha política. Seja como for, esses dias me vieram tantas reflexões sobre isso, e uma delas é que, desde o surgimento de Quixelô como município em 1985, o mesmo grupo politico administra a cidade, como é possível?
Não quero ainda tratar das propostas dos candidatos, quero falar do príncipio básico da Democrácia: Alternância de poder. Não há, não houve e pra alguns não se cogita, mas é preciso cogitar.
Minha gente 27 anos, affff...EU NÃO AGUENTO MAIS, e entre a dúvida ou a certeza, prefiro a dúvida, por algumas razões, que vou me permitir elenca-las, fugindo a norma culta:
1. Quando não há esperânça, à dúvida é um conforto;
2. Não posso julgar a dúvida, mas posso julgar a certeza;
3. A dúvida, pode ser boa ou pode não ser, mas eu não sei. A certeza ou é boa ou é ruim, é logica, eu conheço.
Não vou elencar mais, pra não delongar, só sei que no 7 de Outubro de 2012, eu vou votar na Fátima Gomes, não à conheço pessoalmente, pouco sei de suas propostas e pouco sei das dos demais candidatos, só por esses dois motivos básicos, elementares e inteligentes: altenência de poder e depois pela dúvida, ela pode ser ruim? pode, mas pode ser boa. Ela merece uma chance.
No mais, os quixeloenses ja enfretaram cada admistração e cada coisa, que todos nós sabemos, ja possuem sabedoria suficiente para imporem-se a mandos e desmandos.
Arrisquemos, sejamos aqueles Quixelôs de outrora, destemidos e bravos.
Sorte a todos os candidatos, respeito a todos e respeitemo-nos. Todos somos Quixelôs.
Encerro com a citação inteligente do grande presidente americano Theodore Roosevelt:
"É muito melhor arriscar coisas grandiosas,
alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar
fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito,
porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem
derrota".
Grande abraço aos meus conterrâneo, aqui da terra dos Potiguas, os comedores de camarão.
Carlos Alves Duarte,
Assistente de estensão rural, EMATER - RN.
Estudante de Ciências Econômicas - UERN
Alexadria - RN.
Olá Calvis Quixelô
ResponderExcluirO problema é que fizeram todo mundo engolir os números "uns". Dessa forma, se acredita que é essa forma perversa de governo que vai resolver os problemas de todo mundo quando no fundo as pessoas entregam a decisão sobre suas vidas nas mãos de poucas pessoas: pronto já se autoriza tudo quanto é tipo de atrocidades. Ninguém fala ou lembra que esse é o território sagrado do povo Quixelô mas todo mundo tem que lembrar as festas cristãs e datas colonizadoras. Lembro-me que fiquei durante um ano em Quixelô quando pequeninx. A canoa de minha mãe e o rio jaguaribe são lembranças suficientes para não me fazer esquecer que sou indígena. Duvido que as crianças estão sendo educadas para lembrar de suas origens estão sendo deseducadas para serem as próximas colonizadoras e aceitarem apaixonadamente a colonialidade. Vejo isso em meu próprio núcleo afetivo. Por isso não me animo muito mas acho que algumas resistências ainda existem. Enfim é muito fácil falar de democracia quando se tem uma deseducação impingida com Estado-Mercado-Igrejas dando as mãos para negar a existência indígena nos colocando como no máximo xérox fotocópia desautenticada e olha lá. Enfim precisamos de nossa educação indígena Quixelô aí sim não estaremos formando próximas amadoras(es) dos números "uns" e sim indígenas Quixelôs que se orgulham e não se envergonham se serem nativas(os) portanto, verdadeiras(os) donas(os) dessas terras. Mesmo fragilizada a luta tem que continuar.
Abraços Marleide Quixelô