domingo, 23 de setembro de 2012

Política: Entre a certeza e a dúvida.

                                           O que vc prefere? A certeza ou a dúvida?


Assunto difícil, a certeza ou a dúvida, inda mais quando junta política. No entanto, e já que todas as nossas relações sociais são políticas, precisamos saber lidar, né isso? Falo de política, a nossa política Quixeloense, daquele mesmo jeito que sabemos, a velha política. Seja como for, esses dias me vieram tantas reflexões sobre isso, e uma delas é que, desde o surgimento de Quixelô como município em 1985, o mesmo grupo politico administra a cidade, como é possível?
Não quero ainda tratar das propostas dos candidatos, quero falar do príncipio básico da Democrácia: Alternância de poder. Não há, não houve e pra alguns não se cogita, mas é preciso cogitar. 
Minha gente 27 anos, affff...EU NÃO AGUENTO MAIS, e entre a dúvida ou a certeza, prefiro a dúvida, por algumas razões, que vou me permitir elenca-las, fugindo a norma culta:
1. Quando não há esperânça, à dúvida é um conforto;
2. Não posso julgar a dúvida, mas posso julgar a certeza;
3. A dúvida, pode ser boa ou pode não ser, mas eu não sei. A certeza ou é boa ou é ruim, é logica, eu conheço.

Não vou elencar mais, pra não delongar, só sei que no 7 de Outubro de 2012, eu vou votar na Fátima Gomes, não à conheço pessoalmente, pouco sei de suas propostas e pouco sei das dos demais candidatos, só por esses dois motivos básicos, elementares e inteligentes: altenência de poder e depois pela dúvida, ela pode ser ruim? pode, mas pode ser boa. Ela merece uma chance.
No mais, os quixeloenses ja enfretaram cada admistração e cada coisa, que todos nós sabemos,  ja possuem sabedoria suficiente para imporem-se a mandos e desmandos.

Arrisquemos, sejamos aqueles Quixelôs de outrora, destemidos e  bravos.

Sorte a todos os candidatos, respeito a todos e respeitemo-nos. Todos somos Quixelôs.
Encerro com a citação inteligente do grande presidente americano Theodore Roosevelt:

"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota".

Grande abraço aos meus conterrâneo, aqui da terra dos Potiguas, os comedores de camarão.

Carlos Alves Duarte, 
Assistente de estensão rural, EMATER - RN.
Estudante de Ciências Econômicas - UERN 
 Alexadria - RN.

Desculpas a nação.

Desculpas a nação Quixelô


Abro este com a citação marcante de Antoine de Saint - Exupéry, que diz: "Tu te tornar responsável por aquilo que cativas", pra iniciar meu pedido de desculpas.
Após tempos, sem postagem e sem ao menos acompanhar, hoje abri este, pra postar algo que me incomoda e que precisa ser dito, mas depois te conto, quando vi a quantidade de de visualizações e como fiquei feliz.
Grato a todos, que interessam-se pelas nossas raízes culturais. Prometo continuar a escrita.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Eu quero Quebra-bucho
















Atualmente, o “Quebra-bucho” é um artigo raro, quase não se faz. Não é bolo de milho nem de mandioca, mas o pai desses, “Quebra-bucho”, é “Quebra-bucho”. Mas, nas antigas, segundo meu tio João e a Tia Maria, o tal bolo era um artigo obrigatório nas festas dos santos católicos, nos tempos de Bom Jesus de Quixelô. Era assim, nessas festas montavam-se várias barracas de folhas de coqueiro, com umas mesinhas. Os bolos eram expostos nas mesas e embalados nas palhas da bananeira, as pessoas compravam, comiam e levavam para casa. No trajeto de volta, muitas vezes o bolo não chegava ao destino, já que o transporte era as pernas o lombo de cavalo, burro e jumento. O transporte que não usava capim, era raro.

As festas do Bom Jesus de Quixelô, não era pra criança. Elas ficavam em casa, e os pais na festa....imagina ai, a volta de uma festa com crianças? Para agradar os meninos, levava-se, o bolo “Quebra –bucho”. A tia Maria, conta:

            _”Mamãe ia pra festa de pé, pois até animal de transporte era pra poucos, levava com ela uma toalha branca de pontas rendadas, muito bonita, pois senhoras naquela época, andavam de toalha. Na volta, ela trazia o “Quebra-bucho”, enrolado na toalha, na cabeça. A gente ficava em casa, “ ai tomara que mamãe chegue, com o Quebra-bucho”. Quando chegava dividia o bolo, a gente comia e ficava roendo as palhas de bananeira, tão cheirosa.”

            Hoje o bolo, é moderno....faz –se com milho verde, margarina, fermentos, rapadura, as especiarias(cravo e canela), coco, farinhas de trigo e mandioca, da boa, mas continua sendo assado na palha de bananeira.

            Hoje é dia de “Quebra-bucho”, por essas bandas, só conheço a tia Maria que faz o bolo, e que deu a esse status de iguaria moderna e exótica. Mas mantém os seus aspectos originais, de agradar a meninada e levar de volta os adultos a meninice.

Como cheira a casa ........Tomara que asse logo.

            Vamos comer “Quebra –bucho”?

 

 

Calvis Duarte – Homem dos Quixelôs

 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O Natal e o “ Quebra –bucho”.

 

O Natal a festa da família, da troca de presentes, das compras, do peru, das árvores natalinas, panetone, tantas comidas, tantas coisas. Na minha infância, o Natal era sinônimo de “Quebra-bucho”. Como era bom, todos trocavam o “Quebra-bucho”, com os vizinhos e cada um tinha uma forma um pouco diferente de fazer o seu, mas o importante era á partilha que existia. Tempos de muita pobreza e poucas casas com reboco. Era uma festa, o preparo do “Quebra-bucho”, as crianças agitadas, muito bacana.

            O “Quebra-bucho”, é um bolo que se fazia aqui no Quixelô, na época do Natal, desde muito tempo antes dos meus avos. Ele mistura elementos do homem branco e indígenas. Assim se fazia o “Quebra-bucho”:

            - Em um pilão, o milho é pilado, para retirar a pele. Após isso, ele é colocado de molho em água, para amolecer e “apubar”, (fermentar) por alguns dias. Depois e pilado novamente para virar farinha. Feita a massa de milho, incorpora-se outros ingredientes, farinha de mandioca, um caldo feito com rapadura e água pra adoçar, cravo, canela e erva doce pra temperar. O mais bacana, é que dias antes se faziam fornos de barro para assar o “Quebra-bucho”. A massa era envolta em folhas de bananeira e assado nesse forno a lenha. Tão cheiroso e animado, todos em volta do forno. Era o nosso panetone.....Era gostoso, alguns, outros nem tanto, mas a partilha o melhor.

            Bons tempos, os do Natal do “Quebra-bucho”. Simples....mas tinha o essencial.

 

            Há...”Quebra-bucho”, o nome surgiu porque, quando se come demais fica com o bucho grande, ou dor barriga.....Coisa dos Quixelôs.

 

            Calvis Duarte....Homem Quixelô.

Saudações, nação Quixelô.

A nação Quixelô

 

Os Quixelôs eram uma tribo indígena que habitava as grandes lagoas do que hoje conhecemos como Iguatu, em tempos, chamada de “Ribeira dos Quixelôs”. Nação valente, impôs forte oposição aos brancos colonizadores que, empreenderam uma verdadeira invasão à suas terras.

Este blog, tem o propósito contribuir com o resgate cultural desse povo, relacionando-as em nossos tempos, afim de tentar traçar o perfil do homem “Quixelô”, da atualidade. 

Sou homem Quixelô, valente, batalhador, com orgulho sim senhor.

Calvis Duarte - Homem Quixelô